O mestre renascentista Rafael Sanzio (1483-1520), autor de obras primas como a pintura "Escola de Atenas", teve mais uma obra descoberta no começo deste mês, num pequeno museu provincial da Itália. Especialistas em arte identificaram uma pequena pintura, há muito abandonada no porão de um museu, com um valor estimado em pelo menos 30 milhões de euros (R$ 70 milhões).
Mario Scalini, supervisor interino de belas artes para os museus das províncias de Modena e Reggio Emilia, no norte da Itália, disse que técnicas modernas foram usadas para observar a tela por debaixo das restaurações realizadas por pintores nos séculos 17 e 19.
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| "A Sagrada Família" por Rafael |
"Rafael só teve tempo de completar o esboço e a cabeça que agora atribuímos a ele. Então Rafael morreu e a pintura foi concluída por seu pupilo Giulio Romano: o cardeal Ippolito d'Este a comprou e a vendeu logo depois, mantendo apenas a pintura autêntica de Rafael", disse Scalini.
A pintura estava entre 27 mil obras guardadas no porão do museu que pertence à família Este, a qual governou o ducado de Modena durante quatro séculos, até meados do século 19. O arquivo da galeria, que remonta a 1663, listava uma cabeça de Madonna feita por Rafael, mas esta não foi incluída entre as obras identificadas, nem foi vendida ou emprestada.
"A pintura chamou minha atenção porque tinha uma enorme moldura, entalhada e dourada, de altíssimo valor, certamente não apropriada para uma cópia banal do século 19", disse Scalini. "Obviamente, quem escolheu a moldura conhecia o pintor real e o valor real da pintura." Scalini convocou especialistas de um laboratório de arte de Pisa, que usaram uma tecnologia "multicamadas" para olhar por baixo das camadas de tinta colocadas por artistas subsequentes.
A pintura estava entre 27 mil obras guardadas no porão do museu que pertence à família Este, a qual governou o ducado de Modena durante quatro séculos, até meados do século 19. O arquivo da galeria, que remonta a 1663, listava uma cabeça de Madonna feita por Rafael, mas esta não foi incluída entre as obras identificadas, nem foi vendida ou emprestada.
"A pintura chamou minha atenção porque tinha uma enorme moldura, entalhada e dourada, de altíssimo valor, certamente não apropriada para uma cópia banal do século 19", disse Scalini. "Obviamente, quem escolheu a moldura conhecia o pintor real e o valor real da pintura." Scalini convocou especialistas de um laboratório de arte de Pisa, que usaram uma tecnologia "multicamadas" para olhar por baixo das camadas de tinta colocadas por artistas subsequentes.
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| "Escola de Atenas" por Rafael |
Fonte: Folha de SP; Imagens: Google Imagens e Arte História



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